Parte 7 · O cuidador
Há outros caminhos, ajudas e direitos
Conteúdo em revisão profissional antes da publicação.
1As ajudas existem e são um direito
O problema
Muitas famílias acreditam que cuidar é algo que se faz sozinho, em silêncio e no esforço próprio. E se esgotam sem saber que, em muitos lugares, existem ajudas que lhes correspondem e que ninguém lhes contou.
O que acontece por dentro
Pedir ajuda não é falhar: é cuidar melhor e durar mais. O primeiro passo não é resolver tudo, mas descobrir o que existe no seu lugar.
Passo a passo
- Descubra que apoios há no seu país ou cidade. Conforme o lugar, podem existir: ajuda de cuidadores a domicílio, centros-dia, cuidado de descanso (alguém que te rende um tempo), ajudas técnicas (cadeira, cama, barras) e subsídios ou benefícios.
- Busque por vários caminhos: o assistente social do centro de saúde ou do hospital, o escritório ou órgão de pessoas idosas ou de deficiência da sua zona, e as associações de pacientes (de Alzheimer, de Parkinson e outras).
- Pergunte sempre "que ajudas existem para esta situação?": muitas não são oferecidas sozinhas, é preciso pedi-las.
- Anote o que descobre e guarde os contatos: esses trâmites levam tempo e convém ter tudo junto.
- Apoie-se em outras famílias que já passaram por isso: costumam conhecer atalhos que nenhum folheto explica.
O que nunca se deve fazer
- Nunca dê por certo que não há nada: muitas vezes há, mas não está à vista.
- Nunca fique com um só não: pergunte em outro lugar, as respostas variam.
- Nunca carregue tudo sozinho até se esgotar: isso acaba prejudicando os dois.
Quando pedir ajuda
O assistente social é a pessoa-chave para te orientar sobre ajudas e trâmites. Os apoios e os requisitos mudam muito de um país para outro: busque os do seu lugar.
2A equipe de profissionais que você pode somar
O problema
Às vezes se espera que um só médico resolva tudo. Mas cuidar bem de uma pessoa idosa ou com mobilidade reduzida costuma precisar de vários olhares, cada um especialista em algo diferente.
O que acontece por dentro
Não é o mesmo tratar uma doença e cuidar da pessoa inteira: o corpo, a mente, a casa e o ânimo. Uma equipe cobre o que uma só pessoa não consegue.
Passo a passo
- O geriatra é o médico especializado em pessoas idosas: maneja várias doenças ao mesmo tempo, cuida da função e da qualidade de vida, e distingue o que é doença e o que é parte da idade.
- O terapeuta ocupacional ajuda a tornar a vida diária mais fácil e segura: como tomar banho, vestir-se, mover-se na casa e o que adaptar.
- O fisioterapeuta trabalha a força, o equilíbrio e o caminhar, e ajuda a prevenir quedas.
- O fonoaudiólogo trabalha o falar e, muito importante, o engolir seguro quando aparece a dificuldade para comer.
- O assistente social orienta sobre ajudas, trâmites e recursos; a enfermagem ensina cuidados e curativos em casa.
O que nunca se deve fazer
- Nunca pense que pedir mais olhares é incomodar: é o cuidado que a pessoa merece.
- Nunca deixe de lado o engolir, o ânimo ou a casa por atender só a doença.
- Nunca fique sem perguntar para que profissional podem te encaminhar.
Quando pedir ajuda
Se a pessoa tem várias doenças, muitos remédios ou perdeu autonomia, peça que a veja um geriatra e monte aos poucos a equipe dela. O médico de família pode ajudar a encaminhar.
3Mudar de caminho e de profissional é seu direito
O problema
Muitas famílias ficam com o primeiro médico, o primeiro diagnóstico ou a primeira resposta, mesmo quando algo não acaba de funcionar, por medo de ofender ou de ficar mal.
O que acontece por dentro
Buscar outra opinião ou trocar de profissional não é desconfiar: é buscar o melhor cuidado. É um direito da pessoa e da sua família.
Passo a passo
- Se algo não convence ou não melhora, peça uma segunda opinião. Um bom profissional não se ofende: entende.
- Para uma pessoa idosa, muitas vezes convém passar do médico de família a um geriatra, que olha o conjunto e não só uma parte.
- Se um profissional não escuta, apressa ou trata sem respeito, você tem o direito de trocá-lo.
- Leve às consultas uma lista de dúvidas e dos remédios que toma: ajuda a que te entendam e a decidir melhor.
- Seja a voz da pessoa quando ela não pode: perguntar, reperguntar e pedir que expliquem é parte de cuidar.
O que nunca se deve fazer
- Nunca fique com um cuidado que não funciona "para não fazer problema".
- Nunca troque os remédios por conta própria ao mudar de profissional: que um médico ordene.
- Nunca deixe a pessoa sem voz: acompanhá-la a decidir é respeitá-la.
Quando pedir ajuda
Se você não sabe a quem recorrer ou como mudar, o assistente social ou uma associação de pacientes podem te orientar. Ninguém tem que ficar com o primeiro caminho se há um melhor.
E a casa?
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- Os apoios do Estado, os serviços, os profissionais disponíveis, os requisitos e os direitos variam muito conforme o país e mudam com o tempo. Busque e confirme sempre os do seu lugar com as autoridades e profissionais correspondentes.
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